quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ENTREVISTAS - Luciana Magno


Para inaugurar o espaço ENTREVISTAS, que carrega em si o intuito de divulgar idéias e mostrar um pouco do artista por trás da obra, conversamos com Luciana Magno, pessoa super acessível. Formada em Artes Visuais pela Universidade da Amazônia, Luciana é da nova geração de artistas de Belém e aos 23 anos já têm em seu currículo um terceiro prêmio do Salão Arte Pará do ano de 2009 e há poucos meses foi contemplada com o prêmio de Artes Visuais do Sistema Integrafo de Museus para o ano de 2010. Eis a entrevista:

N.M. Oi Lu.
L.M. Oi

N.M.Uma pergunta difícil: quem é Luciana Magno?
L.M. Também não sei, tudo depende da posição do sol e da lua...

N.M.Qual teu passatempo predileto?
L.M.Não fazer nada, estar com a mente branca, patetar no tempo tirando meleca.

N.M.Comidas prediletas?
L.M.Às vezes esqueço de comer, mas adoro aquelas batatas fritas que cheiram longe nas ruas, o purê de batata do Beto, a batata cortada em rodelinhas e assada de forno, a batata sotê... chocolate quente com chantily, pão de queijo, suco de laranja e quase todas as frutas.


N.M.Filmes prediletos?
L.M.Os sonhadores, O rei leão, O céu que nos protege...

N.M.Se teu trabalho em arte fosse um filme, que tipo de filme ele seria?
L.M.Acho que não tem, deve ser um filme que ainda não existe.

N.M.Se fosses definir os trabalhos que fazes em artes visuais, saberias dizer?... dirias o quê?
L.M.A arte me leva ao experimental e me aproxima da vida, sou apenas levada, não sou eu que faço a arte, espero que ela me faça.

N.M.Quais os trabalhos que você anda se dedicando no momento?
L.M.Ando procurando uma forma de tornar o tempo dos eclipses mais longo, será possível?


N.M.Quais artistas de Belém e de fora não podem deixar de faltar como referência pra ti na atualidade?
L.M.Às vezes acho a arte um pouco chata, a música e a vida real me parecem muito mais atraentes, gosto de tudo que pulsa alem da materialidade da arte, pode até ser um termo um tanto clichê, mas ao final deve fazer algum sentido...

N.M.Podes nos enviar uma imagem do trabalho que mais gostastes de executar e dizer o porquê gostou tanto?
L.M.Não sei se realmente gosto de algum deles... vou meditar e te mando depois (promessa de escoteira)

N.M.Como foi a experiência de ter ganhado o segundo grande prêmio do Salão Arte Pará?
L.M.Foi legal, o trabalho começa a ter alguma visibilidade quando se ganha um prêmio, querendo ou não é mídia. Um amigo me falou brincando que salão de arte é como loteria, você joga torcendo pra da certo mas nunca sabe quem vai ter o cartão sorteado... Acho que é quase isso, tem quatro anos que me inscrevo no Arte Pará e não tinha nem sequer sido selecionada. Não modifica quem eu sou, mas é uma porta que se abre...

N.M.Uma pergunta capciosa: fizeste muitos amigos durante e depois do prêmio?
L.M.É engraçado perguntares isso... continua quase tudo igual, quase...

N.M.Uma última pergunta: o amor realmente salvará o mundo?
L.M.Sim, somente ele, somente o amor salvará o mundo.

8 comentários:

Bruno Cantuária disse...

Fuga!?

Bruna Suelen disse...

isso é um entrevista para o bigbrother???
tipo:ai! ela é super acessível, jah ganhou vários prêmios, por isso, e só por isso, é uma GRANDE ARTISTA, e acha que só o amor salvará o mundo = vai ser uma grande estrela da tv.
me desculpem queridos, mas cade as perguntas sobre os movimentos que ela considera importante, q influencias, o q é arte para ela?, que nos façam pensar a arte na cidade como uma atividade que provoque mudanças de fato???
sim sim, tbm acredito que o amor pode modificar o mundo, mas não a redenção. conflitos existem e devem ser encarados e devem criar possibilidades de novas conexões, novas situações, novos corpos-mentes...
acho que esse espaço, poderia estar empreguinado dessas conexões possives, afinal vcs falam de novas medias. que para mim eh mto significativo.
novas medias, novos meios, criação, produção, repeticão diferente. os
salões de arte e sua normatização, codificação, sobrecodificação da arte,com seu sistema vigilancia estética, só criam os novos artistas para o circuito pautado na midia corporativista.
amor, só
por amor, não salva. salvar... eis o verbo da humilhação cristã.

vamos conversar, como um pouco mais de sujeira, midia tática e Máquinas de Guerras combativas?

Bruno Cantuária disse...

Corrigindo o comentário apagado... Bruna, obrigada pela sinceridade e pelo ponto de vista. Vamos pensar as perguntas de outras formas também... ser mais batata e menos banana.

Novas Medias!? disse...

Bruna, vi hj (26.01.2009)teu comentário. Em resposta a ele, te digo que a ideia aqui não é pautar o conteudo do blog em determinada ideologia, filosofia ou política de apoio a nenhum tipo facção mental individual ou grupal. Respeito teu posicionamento em relação ao que pensas que deva ser a arte na atualidade, mas, há muitos outros pensares e modos de dizer e fazer arte hj, o seu é um e o da Luciana é outro. Eu não sou jornalista, mas, me esforço em prol de divulgação do que há por trás das obras e do circuito da arte: pessoas, com defeitos gostos e outros padrões de valores diferentes dos nossos, as entrevistas então são especificas. Sim, as perguntas tiveram um foco meio "Caras", foi proposital, estamos a lidar aqui com mídia expandida sem pre-conceitos ou juízos de gosto e não estamos pensando em divulga-lá somente para artistas, mas, como educador e professor que sou, tenho o dever de facilitar (e nao somente instigar e complexificar o raciocinio do leitor). Então, acho por bem te dizer que mídia tática, TAZ, rizomas, Deleuze, pirataria, John Zerzan, Hakin Bey ou quem seja tem um modo de ver e lidar com o mundo, mas, não são o mundo. Enfim, fico contente com a crítica e espero que possas deglutir na boa esta aqui também, e espero que outras com este mesmo teor possam surgir.

RICARDO MACEDO - BLOG NOVAS MEDIAS!?

Bruna Suelen disse...

oie Ricardo :)
acho importante esse discursso do diálogo entre as diversidades de pensamentos, teorias, artes etc etc.é realmente válido. No entanto, eu, como professora tbm, além de não querer complexar a cabeça de ninguém, quero acima de tudo que os meus aprendam a escolher, que optem. E brincar de fazer "igual" a CARAS, reproduzindo o que eles (da grande midia) fazem de pior, pra mim, não é válido, não suscita opção. A batalha é injusta, eles ganham fácil, pois alcançam muito mais cabeças!
Relendo meu comentario, posso ter sido um pouco agressiva, e por isso peço desculpas, eu me excedo. e jamais quero q entendam meu post como uma critica a essa artista Luciana.
e tens razão em relação à diferenças nos trabalhos.Infelizmente o mundo não é meu e dos caras que eu leio.rsrsrsr ele seria diferente!
ok, peço humildemente, como leitora, que vc opte por perguntas com um algum teor politco, filosofico, msmo que faccional, as vezes.
Apimenta, dá um gosto. ;)

valeu baby, a gente se esbarra.

:*

Novas Medias!? disse...

Ok Bruna. Como te falei anteriormente, cada entrevista é especifica, então, para cada entrevistado, os quais, a gente tá tentando acompanhar de perto, existirão perguntas adequadas. Mas, sem querer estipular juízos de gosto ou tendenciar para um ou outros lados. Vamos acatar tua sugestão de pensar mais as perguntas, mas, sempre vou levar em conta os entrevistados e sua liberdade de responder, pensar, brincar e admitir o que queiram. Como te falei, não tenho nenhum engajamento com nenhum grupo, filosofia ou ideologia, nem as refratárias, anarquistas ou niilistas...acho essas, um porre e mais uma vez reprodução de um sistema fracassado, tutelador e paiorientador de mentes em outro extremo: o "underground", perceba que sempre há pessoas a frente desses movimentos mantendo o mesmo modelo medieval que seguem as Universidades. Acho melhor vaganbudearmos e nomandearmos de um sistema à outro, sem chão. Até o próprio sistema da "grande" mídia é válido se soubermos mergulhar nele, mas, depois sair para respirar, o importante é o que pensamos sobre esse sistema e como o reutilizamos, o resto é o grupo vai falar, foda-se. Enfim, papo para boteco. Valeu pelas criticas!

Bruno Cantuária disse...

Até senti o gosto da gelada!

Anônimo disse...

A garota nunca mais apareceu por aqui...foda, ativistas tanto quanto artistas, também tem Ego.

Ricardo Macêdo